Primavera sem alergias: como proteger as crianças

21-04-2026

O que os pais precisam de saber para proteger os filhos na época em que há mais pólen no ar. 

"Quase metade das crianças em Portugal tem alergia ao pólen — e a primavera é a época em que os sintomas são mais intensos." 

Com a chegada da primavera, as crianças querem brincar lá fora. Mas, para muitas famílias, esta estação traz espirros sem parar, olhos a coçar e noites mal dormidas. A boa notícia é que há coisas simples e eficazes que os pais podem fazer para reduzir muito os sintomas — e garantir que os filhos aproveitam esta estação com mais alegria. 


01 — O QUE ACONTECE NO CORPO 

Porque é que o pólen afeta tanto as crianças? 

A alergia ao pólen acontece quando o sistema de defesa do corpo confunde os grãos de pólen com algo perigoso. Para se "defender", o organismo liberta uma substância chamada histamina — e é ela que provoca os sintomas que os pais conhecem bem: espirros, nariz a pingar, olhos vermelhos e muita comichão.

Nas crianças, isto é especialmente importante porque as defesas do corpo ainda estão a crescer até aos 6–8 anos. A ciência mostra que, quando a alergia não é tratada a tempo, pode ir piorando: começa pela pele (eczema), depois passa para o nariz (rinite) e, mais tarde, pode chegar aos pulmões (asma). Por isso, reconhecer os sinais cedo faz toda a diferença.

Onde aparecem os sintomas? 

Quais as plantas com mais pólen em Portugal na primavera? 


02 — O QUE OS PAIS PODEM FAZER 

6 Hábitos Simples que Fazem uma Grande Diferença 


O que fazer consoante a idade do seu filho 



03 — O TRATAMENTO MAIS EFICAZ 

A "Vacina da Alergia": o único tratamento que resolve o problema pela raiz 

Os medicamentos para a alergia ajudam a aliviar os sintomas — mas não resolvem a causa. A "vacina da alergia" funciona de forma diferente: ensina o sistema de defesa do corpo a deixar de ter medo do pólen, expondo-o a doses muito pequenas e controladas ao longo do tempo.

Após 3 a 5 anos de tratamento, a maioria das crianças fica definitivamente melhor. Existem duas formas: uma pequena injecção no médico, ou gotinhas ou comprimidos debaixo da língua em casa, a partir dos 5 anos. O médico alergologista indica qual é a mais adequada.


Referências bibliográficas

Como a alergia evolui: Bantz, S.K. et al. (2014). The Atopic March. Journal of Clinical & Cellular Immunology, 5(2).

Vacina da alergia em crianças: European Medicines Agency (2022). Allergen immunotherapy in children: efficacy

and safety. EMA/CHMP/676044/2022.

Horas com mais pólen no ar: D'Amato, G. et al. (2020). Effects of climate change on airborne allergens. Allergy,

75(9), 2219–2228.

Alergia e asma nas crianças: ARIA Guidelines Update 2020. Journal of Allergy and Clinical Immunology, 145(1).

Dados de Portugal: Direcção-Geral da Saúde (2022). Programa Nacional para as Doenças Respiratórias —

Relatório Anual.


Este conteúdo é apenas informativo e educativo, baseado em estudos científicos publicados. Não substitui a consulta com o pediatra ou médico assistente.


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